A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) marcou presença, no período de 11 a 16 de janeiro, no Encontro Regional Brasil, Peru e Equador, realizado em Lima, para reforçar o protagonismo na articulação internacional em defesa da proteção participativa dos territórios amazônicos.
O evento, promovido no âmbito do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), reuniu representantes de movimentos indígenas e de governos dos três países, que compartilharam experiências, perspectivas e iniciativas voltadas ao monitoramento e à vigilância territorial na região amazônica.
Segundo o vice-coordenador geral da Coiab, Alcebias Constantino, a participação da organização teve como foco apresentar a experiência acumulada no Brasil sobre a construção de sistemas próprios de monitoramento dentro dos territórios indígenas.
“Levamos ao encontro a experiência da Coiab na construção do monitoramento territorial, considerando fatores como invasões, pesca ilegal, retirada de madeira, garimpo e mineração. Esses desafios são comuns a outros países, mas o diferencial está em como realizamos a vigilância dos territórios, com protagonismo indígena”, destacou.
Durante o encontro, a Coiab também se comprometeu a construir uma agenda de intercâmbio regional voltada ao fortalecimento das ações de monitoramento e à revisão de estratégias frente às ameaças aos territórios, que vão desde invasões até impactos sociais nas comunidades, como o avanço do narcotráfico na Amazônia.
A organização pretende estruturar essa agenda para 2026, com o objetivo de avaliar os avanços alcançados, identificar os pontos que precisam ser aprimorados e fortalecer ainda mais a atuação conjunta entre os países amazônicos.
“Seguimos firmes no monitoramento das ações e na construção de um plano cada vez mais consistente de vigilância e proteção dos territórios indígenas”, concluiu Alcebias.
Com essa participação, a Coiab amplia sua incidência política internacional e reafirma seu compromisso com a defesa dos povos indígenas e da Amazônia.
Foto: Divulgação/Coiab
